
Docemente quente
Marina Castro
24052007
O frio vestiu-me de arrepio
a canção da madrugada
fria e chuvosa
embala nossos corpos nus
sobre a cama florida
de estampas coloridas...
Sinto teus lábios
acariciarem os suspiros
do delírio que sem presa
desabotou minha frágil tímidez;
loucuras giram os olhos pela mão...
perdida em mim
reencontro-me nas cortinas
derramamdo-me nos braços
que me atiram de um lado para o outro
ao carnaval dos nossos desejos...
Volto a mim
sem vida,
o calor das tuas costas me veste,
teu fogo me aquece
sobre as tuas pernas,
acolho-te lentamente
em minhas outras partes,
vou ao céu da tua boca
morder-te de leve a outra ...
Enquanto o beijo
enlouquece-te ainda mais.
Ainda é cedo
e já me levas
apertando-me a mão
para a chuva quente
que o teu delírio
derrama sobre o suor
que veste o nosso silêncio...
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