
CORRENTEZAS...
Por: Marina Castro
Junho 2007
Rindo por dentro...
por fora tenho um brilho parecido
com os teus olhos cor de correntezas
que levam-me pra dentro
do que penso o tempo inteiro...
não tenho medo de escorregar nas pedras
me afogar em ondas de consciência
que tentam me afastar dessa
que já está dentro do coração;
Não sei nadar, mas vou tão fundo em teus olhos...
sinto o calor frio e trêmulo das mãos;
vejo teu corpo sobre as águas de minutos
que me arrastam para os braços dos teus lábios,
o vento da lembrança, afaga as folhas das árvores
que nós escondem na cachoeira dos desejos,
Águas transparentes deixam ver o fundo
mas escondem na areia
a verdade secreta que há no coração,
tenho medo, pq já me afoguei em lágrimas
quando te vi partir com um sorriso nos olhos
e um herdeiro no colo...
quando te vi voltar com o coração
dilacerado pela ingratidão...
Morri naquela manhã, morri em cima da cama
com todos olhando pra mim
perguntando o que havia acontecido;
mas lágrimas não falam,
elas apenas choram a dor que não sangra
mas destrói tudo por dentro...
a dor que'u escondia,
mas todos já sabiam que era você
que partia seguindo a sua vida
e o meu coração tirando a minha;
Meu coração foi tão desgraçado,
que ainda me manteve viva!
me transformando em mulher
passada no fogo da covardia
do que o tempo faz com as ilusões...
O amor é tão surpreendente!
Que agora faz meus olhos arderem,
vendo tuas feições,
no anjo que te confortou
da dor que faz os homens chorarem...
Sobreviventes do amor:
eu: por tê-lo como o encanto
que veio fazer-me o mau,
com tua simples presença
na existência imatura e debutante...
sem encostar um dedo
sobre o que amadurecia sobre camisetas...
tu: com teu amor imenso, grande,
quase do tamanho da primeira vez
que descobri nos olhos da mãe,
que o nome daquilo era amor!
um palpitar desenfreado batendo-me no peito,
e'u sem entender o nada
acreditava que ia esquecer no outro dia,
mas ele já não me deixava se quer dormir...
O amor te levou tão alto
e depois te soltou para a queda
quase infinita da ingratidão
que quis apenas satisfazer um egoísmo ingrato...
Sobrevivemos!
E agora somos adultos adulterados
pelo lado real do amor.